Barbosa visitou o projeto social Nosso Clube, do Instituto Lubienska. Foto: André Nery/JC Imagem

 

Barbosa, sobre medalha no Rio: “Temos que pensar grande”

JORNAL DO COMÉRCIO

11/05/2016

Publicado por Diego Toscano
 Técnico da seleção feminina acredita em medalha no Rio-2016. Foto: André Nery/JC ImagemTécnico também falou da importância do Recife para a seleção feminina. Foto: André Nery/JC Imagem

 

No Recife para o amistoso contra Cuba, nesta quinta (12), e para ministrar clínica de basquete, ambas em parceria com a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, o técnico da seleção feminina de basquete, Antônio Carlos Barbosa, visitou na última terça (10) o projeto social Nosso Clube, no Instituto Lubienska.

Em entrevista ao Cestinha, Barbosa falou sobre os Jogos Olímpicos, a possibilidade de beliscar uma medalha no Rio-2016, explicou a importância do Recife para a Seleção Brasileira e o que a Olimpíada pode trazer de legado para o esporte no Brasil.

CESTINHA JC – Como você vê a Seleção para as Olimpíadas?

ANTÔNIO CARLOS BARBOSA – Estamos treinando há uma semana, mas já sinto um ar diferente nas meninas. Desde quando assumi a seleção, falei em resgate da auto-estima. As jogadoras precisam sentir que são capazes e que o técnico acredita nelas. Elas podem novamente disputar boas classificações. Ainda é pouco tempo para uma mudança tática, mas já sinto uma motivação diferente.

CESTINHA – O Brasil pode beliscar uma medalha nas Olimpíadas do Rio?
BARBOSA – Falar em medalha parece um sonho absurdo né? Eu discordo. Temos que pensar grande. O nível é alto e temos pelo menos seis países que tem condições de chegar. Isso para o bronze, já que ainda se tiram duas medalhas, que serão de Austrália e Estados Unidos. Mas, eu não posso chegar para as jogadoras sem perspectivas. Elas têm que sentir que nós estamos buscando uma medalha. E se não der pódio, vamos nos aproximar dele.

CESTINHA – Você acredita que o Brasil tentou fazer uma renovação apressada visando os Jogos Olímpicos?

BARBOSA – Olimpíada não é competição para se brincar. Não tenho como postura criticar trabalhos anteriores, mas acho que foi uma renovação apressada. Foram muitas jogadoras que não vingaram. Nós temos uma base pequena de atletas. Não temos 100 jogadoras de basquete profissional e não se consegue chamar 30 delas para a seleção. Se apertar, não chega a 20. Sempre foi assim. A diferença é que, em outros momentos, tivemos jogadoras de altíssimo nível, como Paula, Hortência e Janete. Dentro de uma base pequena como essa, não podemos nos dar ao luxo de renovar.

CESTINHA – O que essa Olimpíada pode deixar de legado para o Brasil?
BARBOSA – É uma oportunidade de trazer novamente investimento para o basquete feminino. É uma roda: com uma boa classificação na Olimpíada, a mídia volta a noticiar o basquete e isso atrai o patrocinador. Com dinheiro, podemos melhorar o nível das equipes e começar a trabalhar na base. A roda vai girar e não vamos ter só trabalhos isolados.

CESTINHA – Qual a importância do Recife para a formação da Seleção Brasileira?
BARBOSA  – Estive duas vezes aqui. Em 1998, contra a Lituânia, no Geraldão, e em 1999, contra a Eslováquia, na quadra do Sport. Acho importante estar aqui porque Recife sempre teve tradição no basquete feminino, e não é de hoje. Pernambuco já foi, em alguns momentos, o segundo estado mais forte do País no basquete de seleções. É muito bom estar aqui.

CESTINHA – Você já conhecia o Nosso Clube? O quanto são importantes projetos como esse para fomentar o basquete no Nordeste?

BARBOSA – É a primeira vez que venho no Nosso Clube. Já conhecia de nome. Sou amigo do pai do Affini (Júnior, um dos idealizadores do clube) há muito tempo. É um projeto que já está dando certo, inclusive com atletas se destacando, e tem representado muito bem o Estado em competições estudantis. São pessoas idealistas e altruístas. Vejo o esporte como uma porta não somente para inserção. Quando se faz um projeto como esse, você mobiliza pessoas a praticar o esporte. De repente, essa criança ou adolescente pode galgar uma grande melhora socioeconômica através do basquete. É um trabalho digno de elogios.

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